Indicado pela minha amiga Zilda do Blog Somos todos aprendizes

Trajetos De Uma Estrada

Trajetos De Uma Estrada
Esse é o meu primeiro livro (Trajetos De Uma Estrada)

sábado, 25 de setembro de 2010

Horas

As horas,
controlam os tempos atuais.
Aumentam batimentos cardíacos,
estão sempre um passo à frente.
A velocidade,
como estão acontecendo as mudanças,
24 horas são poucas,
descontrola o relógio da mente.

Essas horas,
eu não vejo o tempo passar.
Perco a hora, o sono e a calma,
acordemos,
já é hora de viver a vida.
Dar uma hora para nossos olhos,
ver apreciar, contemplar...

Preciso de uma hora,
pra esquecer que o relógio existe,
revisar o freio do tempo.
Cantarolar,
sem preocupar-me com compasso,
retardar a rotação do planeta,
e fixar como hábito esse momento.

Mariano P. Sousa

sábado, 21 de agosto de 2010

Porto do meu amor

No porto da minha vida
ainda ancoram paixões,
a brisa permanece agradável,
na barra dos meus amores.
As ondas,
quebram de mansinho
gaivotas constroem seus ninhos
na árvore viva e em cores.

A barra do dia encanta
suas cores de esperança,
o sol olha-me por cima do monte,
aquece e acende meu coração.
A embarcação que leva e traz meu querer.
tem janelas pro céu azul
e desenhos de canções.

Sou passageiro
desse porto de amor,
vou e venho no balanço
e na sintonia do meu peito.
O meu bilhete
de passagem é pra uma vida
com mais chegada, menos partida,
meu amor tem esse jeito.


Mariano P. Sousa

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A fonte

Viajei pelo universo,
passando pelas noites e dias,
fiquei fascinado confesso,
com tantas nascentes sadias.
As cores e as figuras,
a idéia que perdura,
evitando mentes vazias.

Naveguei nos corações,
nas fantasiais dos amores,
nas mensagens das canções,
tristezas, ciúmes e dores.
Buscando a magnífica fonte,
fiz a inspiração de ponte,
vivi a paixão em cores.

Fiz do olfato, dos olhos e ouvidos,
instrumentos indispensáveis.
Sincronizando esses sentidos,
consegui resultados apreciáveis.
Mas só os poetas encontram,
os caminhos que despontam
e as palavras saciáveis.

Nesse céu imaginário,
toda estrela é um indício,
escrevi no meu diário,
cada fase e seu início.
Busco a fonte que enriquece,
ilumina e engrandece,
final, trajeto e início.


Mariano P. Sousa

domingo, 4 de julho de 2010

As lágrimas do velho Chico

Pobre Chico, já cansado, surrado, poluído, assoreado arrasta-se tal qual uma serpente doente arquejando à procura de uma sombra, porém, uma corrida que já se torna quase impossível um final vitorioso, pois a inconsciência do homem destruiu tudo que outrora havia em suas antigas belas margens.
Hoje por onde ainda passa, carregando a sua tristeza junto o entulho, a poluição e a contaminação, o velho Chico deixa uma dúvida para essa geração será que ainda o terão e por quanto tempo? Já que estão fazendo-lhe uma fissura, criando uma perna para tentar mostrar em outros lugares o que a natureza achou inviável.
Ora! Se o paciente só tem um rim, e vão transplantar-lo, como fica este paciente?
Deveriam antes cuidar da saúde do mesmo, com uma campanha de educação ambiental destinada aos usuários de suas belezas e espécies em todo o seu percurso, após pelo menos amenizar a sua agonia seria menos dolorido e covarde esquartejá-lo.
O que estou observando é aquela velha história do cobertor curto, cobre-se os pés e descobre-se a cabeça ou vice-versa.
A transposição de onde tem pouco, para onde não tem nada, porém com danos gigantescos causados à mamãe natureza a aos cofres públicos, pois onde desvio é moda é provável que não seja desviado só as águas do velho Chico.
Resta acompanhar-se e torcer, pois já que a construção foi iniciada, que esta não fique pela metade como muitas outras, e seja uma obra de integração nacional assim como é chamado o velho Chico.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Eu buscava a claridade

Tentei amanhecer,
mas a noite persistia.
Escondendo o caminho,
as nuvens esconderam a lua,
meus olhos eram nada a ver.
A visão nenhum pouquinho.

Os minutos eram horas,
o relógio um adversário.
Queria eu alcançar o dia,
sair da escuridão,
porém a vida não clareava
não amanhecia aquele cenário.

As estrelas, onde estavam?
-Não queriam mostrar o brilho,
os pássaros não gorjeavam,
a aurora não chegava.
Eu ansiava o raiar do dia,
buscava o claro a alegria,
o escuro é empecilho.

Mariano P. Sousa

domingo, 30 de maio de 2010

Disfarce

Não! Não passei aqui, só pra te lembrar...
O quadro que pintei, não tem os teus traços.
As conversas com meus amigos,
não traz teu nome.
De jeito algum, andas em
meus passos.

Meu olhar, perdido na distância,
não lembra de ti...
Os sabores de frutas gostosas,
não lembram teu beijo.
Quem eu conheci, com o tempo,
me fez te esquecer.
Tudo que penso,
não te traz aqui.

As músicas que ouvíamos juntos,
caíram no esquecimento...
Os lugares que freqüentávamos,
não mostram teu rosto.
As flores, sem estais perto,
têm o mesmo perfume.
O copo de vinho solitário,
tem o mesmo gosto.


Mariano P. Sousa

domingo, 23 de maio de 2010

Sonho poético

Se esse amor não fosse o infinito,
não corresse o risco
de desvendar mistérios.
E esse calor que sentimos agora,
não saísse de dentro
e ocultasse as horas.

Se esse ambiente que nos assiste,
não ficasse pra sempre
em nosso pensamento.
Se nossos corpos agora
não fosse um só
e marcando duas vidas
num eterno momento.

Se o toque de nossos corpos,
não transformasse
sonhos em realidade.
E nosso olhares,
completos e saciados,
voltasse ao mundo
esquecesse saudades.

Seria perfeito
Bonito, completo.
Sobrava verdade,
excluía a tristeza.
Porém na poesia,
podemos viajar
e viver amores
romances, nobreza...


Mariano P. Sousa