Indicado pela minha amiga Zilda do Blog Somos todos aprendizes

Trajetos De Uma Estrada

Trajetos De Uma Estrada
Esse é o meu primeiro livro (Trajetos De Uma Estrada)

domingo, 17 de março de 2013

Terra de ninguém




A vida que peca,
que seca
os hábitos honestos,
e tira de outrem o
ganho com suor.
Meus senhores!
-Tirem de mim,
essa imperfeição
que a lei faliu
a justiça sumiu...
A que dia,
a que hora
eu me sentirei seguro?
-Onde?!
Orem por mim
 senhores dos impostos.
 Ora!
 – Eu quero o mínimo,
 de proteção!
-Sim, sou cidadão...
Vivo aqui, na terra de ninguém,
e rogo que essa terra
garanta o chão,
pra quem anda nos trilhos.
encurralados pela distante proteção.

 MARIANO P.SOUSA




domingo, 17 de fevereiro de 2013

Corações e distância




Suportar, sem atar os momentos,
onde a lua de prata brilhava.
Nas carícias tão sutis dos ventos,
nossos corpos saciados despertavam.

Pássaros de brinde nos traziam,
cantorias ricas e melodiosas,
o encanto de suas melodias
tornavam nossas vidas deliciosas.

Mas parti p’ rum lugar bem além,
por força do destino ingrato,
a saudade corrói e me tem
vou fingindo ser forte e sensato.

Seria bom se os corações,
imperassem e mudassem os caminhos
e igual ao encanto das canções
não deixassem os entes tão sozinhos.

Por mais que sofra e endureça
coração sempre fraqueja
rebuscando suas dores e queixas.

Mas a vida não teria sentido
se amores não fossem e viessem
sentimentos seriam esvaídos.


 Mariano P. Sousa

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Devaneios


Recebo do meu consciente,
prevejo uma chuva de lágrimas,
uma tempestade no deserto
que existe sem você.
Um vazio em meio a tudo
na multidão na maior densidade
demográfica , me sinto só.
Ao mesmo tempo que aparentemente
me sinto no deserto, começo a achar
que todos me olham e percebem.
Minha angústia, minha caminhada em direção a nada.
Meu coração inquieta-se, aperta como
se quisesse fugir de mim
explodir o meu peito.
Tento uma desesperada fuga
de quem nem me persegue,
na verdade eu quero esconder-me de mim mesmo,
da minha insegurança, dos meus medos
de sofrer pela dor que ainda não existe.
Da tristeza que não é ainda triste.
Não sei se olho as pessoas
que são numerosas em minha volta
ou continuo só em meus devaneios.
Antecipando o abandono,
dando vida a esse monstro que seria a solidão.

Mariano P. Sousa







domingo, 30 de dezembro de 2012

Dois mil e doze



Caminhando
nessa dúzia de meses.
A alegria viveu em mim,
os objetivos me disseram sim e
se meu olhos marejaram
é porque fui feliz.
O que aconteceu de bom
foi mais do que eu quis
E alegrias me fizeram sentir.

As pessoas mais próximas
choraram ou sorriram,
mas de alegria.
Alcançaram os degraus
nas escadas onde subiam
e nos abraçamos.
.
Se a felicidade é te ver sorrir
e as realizações
te conduziu até aqui,
vamos despedir de 2012
e em 2013 sentir,
felicidade, paz e amor nos corações.

Mariano P. Sousa



sábado, 10 de novembro de 2012

Medo nosso desses dias


Esse novo medo:
medo de sair de casa,
medo de não voltar pra casa,
do filho na rua
demorando de chegar.
Todos o trajetos são perigosos,
projéteis cruzam com se fossem andorinhas...
Sim mas continuo com medo:
de ser confundido com
ou ser punido por um dos bandidos.
Pra que lado correr?
-O que esse cidadão fez pra merecer
tanto medo?
-Medo de qualquer um que se aproxime
e que saiba que a lei  esmaeceu,
perdeu-se no tempo como bolha de sabão.
De um lado o abismo, do outro a virtual proteção
e esse pacato, sem saber e nem ter para onde correr.
Ah!  Ainda existe esse medo  de se aposentar
e o que passar a receber ser pra morrer de fome.
Meu medo, nossos medos até quando farão
com que eles cresçam mais e mais a cada dia?

Mariano P. Sousa

sábado, 15 de setembro de 2012

Rei do infinito




Oh, gestor do universo!
Regue os corações dos governantes,
para que eles floresçam
deem frutos e não esqueçam
sofrimentos de agora e de antes.

Que as panelas vazias
desprezadas em cima da lenha queimada,
se transforme em cenas antigas
extintas como sementes de urtigas
na queima de um roçado.

Que os pequenos sobreviventes,
tenham a esperança de ser
um cidadão que trabalha
e colhe tudo que planta
sem ver na seca perecer.

Que as águas dos riachos,
onde ainda existem
continuem a desfilar
às matas irrigar
fazendo o lugar menos triste.

Deixe o povo saber
qual direito lhe pertence
pra na ocasião de escolher
ter certeza em quem confiar
não viver em ponte pênsil.

Mariano P Sousa

domingo, 24 de junho de 2012

Meu Silêncio



Meu silêncio
Me faça pensar.
Ver os fatos
de outro patamar,
enxerga no escuro
ver-me por dentro.
Aguça meu tormento
de vazio e solidão
percebe o não
como um desastre fatal.
Entende que o ruim
não é assim tão mal.
Vasculha as janelas
no núcleo da minha mente
fica ciente
que você tem poderes.
Faz-me escutar
nos mínimos decibéis,
o pulsar das minhas veias
o batuque do meu coração,
o som da minha voz
e a palavra que não pronunciei.
Apenas percebi o pensamento
e o som que sairia
seria dos meus lábios,
originado em você.

MARIANO P.SOUSA