Indicado pela minha amiga Zilda do Blog Somos todos aprendizes

Trajetos De Uma Estrada

Trajetos De Uma Estrada
Esse é o meu primeiro livro (Trajetos De Uma Estrada)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Uma testemunha, um nó na garganta

Nasci na Fazenda duas Barras em Mutuípe no Sudeste da Bahia.
Lá existia um riacho chamado água comprida.
Quando criança esse riacho era meu play station, meu shopping center, meu computador...
Ali eu tinha todas as diversões que as crianças de hoje encontra nas lojas, na internet...
Aquele riacho tinha: piaba, pitu, camarão sapateiro, camarão cavalo, traíra, jundiá, caranguejo mirim, entre outras delícias de peixes e crustáceos
Mas o principal, a água doce e límpida, fria, gostosa pra tomar banho, brincar inventando junto com outras crianças todo tipo de brincadeira.
Quando chovia, a sua água ficava barrenta e eu pegava meu anzol artesanal, sim porque era vara de bambu uma linha qualquer, e ia correndo pescar jundiá e pitu.
Porém, vinte e poucos anos depois de deixar aquele pedaço de chão querido, eu chamei a família pra irmos até lá e assim eles conheciam aquelas coisas, das quais eu tanto falava.
Eu estava de férias, então compramos as passagens e viajamos, chegando lá, ansioso pra mostrar toda aquela beleza.
Abraços em parentes que eu deixara quando criança e outros que eu ainda nem conhecia.
Aí depois dos abraços eu falei vamos pro riacho, a proposta ficou meio que no ar, é que alguns mais novos que ali estavam nem conheceram o riacho da água comprida.
Então fiquei sabendo a triste notícia ele secou, morreu, sumiu, foi extinto pelas mãos do homem, pelo desmatamento!
Agora meus filhos não acreditam em mim, eu fiz propaganda enganosa! Senti um nó na garganta uma tristeza, e a vontade de voltar naquele mesmo momento!
Eu sou uma testemunha, não é história da televisão!


Mariano P. Sousa


Ah!
Estarei viajando , voltarei dia: 24/01/2010
Abraço apertado em todos os amigos!

8 comentários:

Majoli disse...

Pôxa, que triste isso Mariano, parece que senti aqui o seu desapontamento.
Também eu tenho tanto do meu lugar onde nasci e fui criada e que adoraria mostrar para meus filhos...mas com certeza nada está como na minha época.

Beijos, bom descando e uma ótima viagem.

ONG ALERTA disse...

Hoje as criancas vivem um mundo diferente do nosso, quem sabe podemos mostrar a elas como faziamos para nos divertir...paz.

Dora Regina disse...

Imagino tudo isso, você ainda teve quen viajar para mostrar, eu aqui na mesma cidade não devo levar meus filhos pra conhecer a casa onde eu nasci(ainda existe)o local é de risco, violência pura!
Boas férias! Abraços.

Antonio Campos disse...

Meu bom poeta confesso já passei por isso também. É que os tempos mudaram os rios secaram os campinhos das peladas de todos os dias sumiram. E nós já somos parte do passado somos a história viva mas que pode ficar sem provas. As aguas em que te banhavas e pescavas ficaram para sempre na tua recordação gravadas na retina do teus tempos de meninos e meninas puros.

Mariano P. Sousa disse...

Caros amigos!
Majoli, Ong alerta, Dora Regina, Se7e/5 e meu grande poeta amigo Antônio Campos.
Um abraço forte em cada um de vocês e meu sincero agradecimento pelas visitas ou comentários!

Zilda Santiago disse...

Valeu Mariano!!Saudades!!Bj no coração.

Ricardo Calmon disse...

OLÁ POETA PORRETA,DA VIDA E DO AMOR,SUMIDO ESTÁS ,SABIA NÃO QUE MERMÃO ESCORPIANO ERA,SOU DE 12 11,SÔDADE DOCÊ!
TE ABRAÇO!

VIVA LA VIDA

Mariano P. Sousa disse...

Calmon meu poeta amigo!
Te admiro muito!
Aquele abraço!


Zilda minha amiga!
Um grande abraço!